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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os monstros de Chernobyl

Trecho retirado da revista Super Interessante, de outubro de 2008.
        "Com níveis mortais de radioatividade, a usina de Chernobyl, na Ucrânia, é um dos lugares mais contaminados e perigosos do planeta. Mas nas ruínas desse inferno nuclear está nascendo uma criatura bizarra: um fungo que come radioatividade. Ou melhor, não apenas um: pesquisadores dos EUA descobriram que há 37 espécies mutantes crescendo em Chernobyl. Elas foram descobertas numa inspeção de rotina, quando um robô vistoriava o interior da usina e encontrou uma meleca preta crescendo pelas paredes do reator 4 – o mesmo que explodiu e provocou, em 1986, o pior acidente nuclear da história. Como é possível que, além de sobreviver à radiação, algum ser vivo consiga se alimentar dela? “Nossas pesquisas sugerem que os fungos estão usando um pigmento, a melanina, da mesma forma que as plantas usam a clorofila”, diz a cientista Ekaterina Dadachova. Ou seja: os fungos teriam sofrido mutações que os tornaram capazes de fazer uma espécie de “radiossíntese”, transformando radiação em energia. Dentro da usina, os fungos mais comuns são versões mutantes do Cladosporium sphaerospermum, que provoca micose, e a Penicillium hirsutum, que ataca plantações de alho. Mas como elas foram parar em Chernobyl? Afinal, o reator foi selado por uma caixa de concreto, o chamado “sarcófago”, após o acidente de 1986. “Os fungos penetraram pelas brechas”, acredita o biólogo Timothy Mousseau, da Universidade da Carolina do Sul. Será que, como num filme de terror, os monstrinhos atômicos podem sair da usina e se espalhar pelo mundo? Eles podem escapar do mesmo jeito que entraram, passando por brechas e rachaduras nas paredes. Mas, sem radioatividade para comer, não se dariam bem fora da usina. 'Geralmente, os organismos que conseguem se sair bem em um local extremamente hostil têm dificuldades em outros ambientes', diz Mousseau."
Cladosporium sp.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vídeos sobre Tragédias Nucleares: Chernobyl e Fukushima

Boa noite à todos! Como prometido ao 1º ano do Colégio Eraldo Gomes, hoje estou postando dois vídeos que explicam bastante as reais consequências de uma tragédia nuclear vinda de usinas de energia. Serão úteis para futuras reflexões em sala de aula.

O primeiro vídeo é o do Discovery Channel Brasil - O Desastre de Chernobyl, ocorrido na Ucrânia em 26 de abril de 1986. O pior acidente nuclear em tempos de paz, uma explosão seguida de incêndio em um reator desta cidade contaminou 75% da Europa. A União Soviética tentou ocultar as proporções do acidente. O nível de contaminação aumentou ao nível de radiação no ar em 600 mil vezes. Em todo o mundo, cresceu a polêmica em torno do uso e dos perigos da energia nuclear. Após o acidente, milhares de soldados construíram uma proteção de aço e cimento, denominada sarcófago, para proteger o reator destruído. Em 1995, foi elaborado um protocolo de acordo entre a Ucrânia e as sete nações mais industrializadas para o encerramento das atividades da usina nuclear de Chernobyl, em troca de assistência econômica.


No segundo vídeo (Japão: ameaça nuclear), também do Canal Discovery Brasil, você irá saber mais detalhes sobre o risco que o Japão sofre com as usinas nucleares, em especial, a de Fukushima, após o terremoto que os atingiu em março de 2011.


Boa semana!